POESIAS

De tudo, ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento.

E assim quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.

 

Lá na úmida senzala,
Sentado na estreita sala,
Junto ao braseiro, no chão,
Entoa o escravo o seu canto,
E ao cantar correm-lhe em pranto
Saudades do seu torrão...

De um lado, uma negra escrava
Os olhos no filho crava,
Que tem no colo a embalar...
E à meia voz lá responde
Ao canto, e o filhinho esconde,
Talvez p’ra não o escutar!

“Minha terra é lá bem longe,
Das bandas de onde o sol vem;
Esta terra é mais bonita,
Mas à outra eu quero bem!

“O sol faz lá tudo em fogo,
Faz em brasa toda a areia;
Ninguém sabe como é belo
Ver de tarde a papa-ceia!

“Aquelas terras tão grandes,
Tão compridas como o mar,
Com suas poucas palmeiras
Dão vontade de pensar...

“Lá todos vivem felizes,
Todos dançam no terreiro;
A gente lá não se vende
Como aqui, só por dinheiro”.

O escravo calou a fala,
Porque na úmida sala
O fogo estava a apagar;
E a escrava acabou seu canto,
P’ra não acordar com o pranto
O seu filhinho a sonhar!
***************************************
O escravo então foi deitar-se,
Pois tinha de levantar-se
Bem antes do sol nascer,
E se tardasse, coitado,
Teria de ser surrado,
Pois bastava escravo ser.

E a cativa desgraçada
Deita seu filho, calada,
E põe-se triste a beijá-lo,
Talvez temendo que o dono
Não viesse, em meio do sono,
De seus braços arrancá-lo!

 

Teus olhos são negros, negros,
Como as noites sem luar...
São ardentes, são profundos,
Como o negrume do mar;

Sobre o barco dos amores,
Da vida boiando à flor,
Douram teus olhos a fronte
Do Gondoleiro do amor.

Tua voz é cavatina
Dos palácios de Sorrento,
Quando a praia beija a vaga,
Quando a vaga beija o vento.

E como em noites de Itália
Ama um canto o pescador,
Bebe a harmonia em teus cantos
O Gondoleiro do Amor.

Teu sorriso é uma aurora
Que o horizonte enrubesceu,
- Rosa aberta com o biquinho
Das aves rubras do céu;

Nas tempestades da vida
Das rajadas no furor,
Foi-se a noite, tem auroras
O Gondoleiro do amor.

Teu seio é vaga dourada
Ao tíbio clarão da lua,
Que, ao murmúrio das volúpias,
Arqueja, palpita nua;

Como é doce, em pensamento,
Do teu colo no languor
Vogar, naufragar, perder-se
O Gondoleiro do amor!?

Teu amor na treva é – um astro,
No silêncio uma canção,
É brisa – nas calmarias,
É abrigo – no tufão;

Por isso eu te amo, querida,
Quer no prazer, quer na dor...
Rosa! Canto! Sombra! Estrela!
Do Gondoleiro do amor.
       

 

Ela tem uma graça de pantera
No andar bem-comportado de menina.
No molejo em que vem sempre se espera
Que de repente ela lhe salte em cima

A mim me enerva o ardor com que ela vibra

E que a motiva desde de manhã.
-Como é que pode, digo-me com espanto...
       

 

Eu amo, tu amas, ele ama...

Teus olhos são duas sílabas
Que me custam soletrar,
Teus lábios são dois vocábulos
Que não posso,
Que não posso interpretar.

Teus seios são alvos símbolos
Que vejo sem traduzir,
São os teus braços capítulos
Que podem,
Que podem me confundir.

Teus cabelos são gramáticas
Das línguas todas do amor,
Teu coração – tabernáculo
Muito próprio,
Próprio de ilustre cantor.

O teu caprichoso espírito,
Inimigo do dever,
É um terrível enigma
Ai! que nunca,
Que nunca posso entender!

Teus pezinhos microscópicos,
Que nem rastejam no chão,
São leves traços estéticos
Que transtornam,
Que transtornam a razão!

Os preceitos de Aristóteles
Neste momento quebrei!
Tendo tratado dos píncaros,
Oh! nas bases,
Nas bases me demorei.
       

 

Se fosses víbora me haverias mordido.

Chegou a bela estação
Em que rebentam as flores,
Também no meu coração
Rebentam novos ardores.

Busquei minha caprichosa
Na sala, alcova e cozinha:
Foi colher alguma rosa
Talvez em lembrança minha.

- Pois bem, falei eu comigo,
Surpresas quisestes, amor?
Vou mostrar como consigo
Trazer a mais linda flor!

Corro, corro a largos passos,
Busco em vão um bogari!...
Mas ela voa a meus braços
E diz alegre: - “eis-me aqui”!
       

 

- Qual a mais forte das armas,
A mais firme, a mais certeira?
A lança, a espada, a clavina,
Ou a funda aventureira?
A pistola? O bacamarte?
A espingarda, ou a flecha?
O canhão que em praça forte
Faz em dez minutos brecha?
- Qual a mais firme das armas?
O terçado, a fisga, o chuço,
O dardo, a maça, o virote?
A faca, o florete, o laço,
O punhal, ou o chifarote?...
A mais tremenda das armas,
Pior que a durindana,
Atendei, meus bons amigos:
Se apelida: - A língua humana!
       

 

O homem cansado,
sentado à mesa,
sozinho em seu mundo,
faz distraidamente um barquinho de papel.

E o barquinho vai crescendo, crescendo
até transformar-se num soberbo navio.
O homem embarca apressado
e o navio parte vagarosamente,
deixando o tédio sobre a mesa.

E o homem tem agora
uma expressão aventureira.
Suas mãos transformaram-se em mares
Para a viagem impossível
do barquinho de papel.
       

Gonçalves Ribeiro

 ---------------------

 

Eu-criança
queria que o milagre de Natal
se realizasse em brinquedos,
brinquedos que me dessem
o mundo mágico,
o mundo livre,
o mundo feliz dos adultos.
E eu percorria estradas,
cortava os ares,
cruzava os oceanos...
O que eu não fazia
sob o sorriso indulgente
de meus pais!

Eu-adulto
quisera que o milagre de Natal
me fizesse voltar àquele tempo.
Eu então realizaria o desejo
de contemplar outra vez,
mas com a avareza
e a consciência de adulto,
o milagre do amor se revelando
no sorriso indulgente de meus pais.
       

 

Em nossa infância de sonhos,
- com a magia do amor
é Fada que mostra a vida
sem os espinhos da dor.
* * * * *
E quando, na mocidade,
trilhamos grandes desertos,
é Estrela de luz amiga
guiando os passos incertos.
* * * * *
E no fim, desiludidos,
sem esperança e ninguém,
é Saudade que nos lembra:
- fomos felizes também!
       

 

Em nossa infância de sonhos,
- com a magia do amor
é Fada que mostra a vida
sem os espinhos da dor.
* * * * *
E quando, na mocidade,
trilhamos grandes desertos,
é Estrela de luz amiga
guiando os passos incertos.
* * * * *
E no fim, desiludidos,
sem esperança e ninguém,
é Saudade que nos lembra:
- fomos felizes também!
       

 

Eu canto porque o instante existe
e a minha vida está completa.
Não sou alegre nem sou triste:
sou poeta.

Irmão das coisas fugidias,
não sinto gozo nem tormento.
Atravesso noites e dias
no vento.

Se desmorono ou se edifico,
se permaneço ou me desfaço,
_ não sei, não sei. Não sei se fico
ou passo.

Sei que canto. E a canção é tudo.
Tem sangue eterno a asa ritmada.
E um dia sei que estarei mudo:
_mais nada.
       

 

E aqui estou, cantando.

Um poeta é sempre irmão do vento e da água:
deixa seu ritmo por onde passa.

Venho de longe e vou para longe:
mas procurei pelo chão os sinais do meu caminho
e não vi nada, porque as ervas cresceram e as serpentes
andaram.

Também procurei no céu a indicação de uma trajetória,
mas houve sempre muitas nuvens.
E suicidaram-se os operários de Babel.

Pois aqui estou, cantando.

Se eu nem sei quem sou,
como posso esperar que venha alguém gostar de mim?
       

 

Eu não tinha este rosto de hoje,
assim calmo, assim triste, assim magro,
nem o lábio amargo.

Eu não tinha estas mãos sem força,
tão paradas e frias e mortas;
eu não tinha este coração
que nem se mostra.

Eu não dei por esta mudança,
tão simples, tão certa, tão fácil:
_Em que espelho ficou perdida a minha face?
       

 

Convém que o sonho tenha margens de nuvens rápidas
e os pássaros não se expliquem, e os velhos andem pelo sol,
e os amantes chorem, beijando-se, por algum infanticídio.

Convém tudo isso, e muito mais, muito mais...
E por esse motivo aqui vou, como os papéis abertos
que caem das janelas dos sobrados, tontamente...

Depois das ruas, e dos trens, e dos navios,
encontrarei casualmente a sala que afinal buscava,
e o meu retrato, na parede, olhará para os olhos que levo.

E encontrarei meu corpo nalguma cama dura e fria.
(Os grilos da infância estarão cantando dentro da erva...)
E eu pensarei: Que bom! Nem é preciso respirar!...
       

 

No fio da respiração,
rola a minha vida monótona
rola o peso do meu coração.

Tu não vês o jogo perdendo-se
como as palavras de uma canção.

Passas longe, entre nuvens rápidas,
Com tantas estrelas na mão...

_Para que serve o fio trêmulo
em que rola o meu coração?
       

 

Na canção que vai ficando
já não vai ficando nada:
é menos do que o perfume
de uma rosa desfolhada.

Os remos batem nas águas:
tem de ferir, para andar.
As águas vão consentindo
esse é o destino do mar.

Passarinho ambicioso
fez nas nuvens o seu ninho.
quando as nuvens forem chuva,
pobre de ti, passarinho.

O vento do mês de agosto
leva as folhas pelo chão;
só não toca no teu rosto
que está no meu coração.

Os ramos passam de leve
na face da noite azul.
É assim que os ninhos aprendem
que a vida tem norte e sul.

A cantiga que eu cantava,
por ser cantada morreu.
Nunca hei de dizer o nome
Daquilo que há de ser meu.

Ao lado da minha casa
morre o sol e nasce o vento.
O vento me traz o seu nome,
leva o sol meu pensamento.
       

 

Onde é que dói na minha vida,
para que eu me sinta tão mal?
Quem foi que me deixou ferida
de ferimento mortal?

Eu parei diante da paisagem:
e levava uma flor na mão.
Eu parei diante da paisagem
procurando um nome de imagem
para dar à minha canção.

Nunca existiu sonho tão puro
como o da minha timidez.
Nunca existiu sonho tão puro,
nem também destino tão duro
como o que para mim se fez.

Estou caída num vale aberto,
Entre serras que não tem fim.
Estou caída num vale aberto,
nem terá notícias de mim.

Eu sinto que não tarda a morte,
e só há por mim está flor;
eu sinto que não tarda a morte
e não sei como é que suporte
tanta solidão sem pavor.

E sofro mais ouvindo um rio
que ao longe canta pelo chão,
que deve ser límpido e frio,
mas sem dó nem recordação,
como a voz cujo murmúrio
morrerá com o meu coração...
       

 

Nunca eu tivera querido
dizer palavra tão louca:
bateu-me o vento na boca,
e depois no teu ouvido.

Levou somente a palavra,
deixou ficar o sentido.

O sentido está guardado
no rosto com que te miro,
neste perdido suspiro
que te segue alucinado,
no meu sorriso suspenso
como um beijo malogrado.

Nunca ninguém viu ninguém
que o amor pusesse tão triste.
Essa tristeza não viste,
e eu sei que ela se vê bem...
Só se aquele mesmo vento
Fechou teus olhos, também...
       

 

Faço do medo
A ultrapassagem,
Que surge sem vestígios.
O medo se torna eco,
E a solidão uma miragem.

Os passos seguem a direção,
Que me leva para o teu mar.
Se não descobrir meu coração,
Quem virá me salvar?

O medo faz muralhas
Dentro do peito deixa a dor.
Corre nas veias o tormento,
Rasga como espinho de uma flor.

Devo agir com sensatez,
Sem receios deste mal.
Se render a covardia,
Serão danos que me fez.

Os meus olhos podem chorar,
Por este medo arder.
Quem irá me calar,
Se no caminho me perder?
       

 

Através de milênios impossíveis,
Desertos são descobertos.
São páginas da vida,
Literatura de grandes sonhos.

Minhas promessas são cumpridas,
Meus desejos realizados.
São viagens pelas estações,
Onde destinos são contemplados.

As mentiras somem sem deixar vestígios.
As palavras surgem como um truque espontâneo.
A melodia já pode ser entendida,
Depois da ausência da ilusão.

São assim as estações:
Procuram deixar marcas
Pra com as lembranças ficar,
Tiram profundas emoções
E faz morada em um olhar.

Estações que vão,
Estações que vêm.
E nessa inércia no tempo,
O coração prova
O sabor de cada período da vida.
       

 

Através de milênios impossíveis,
Desertos são descobertos.
São páginas da vida,
Literatura de grandes sonhos.

Minhas promessas são cumpridas,
Meus desejos realizados.
São viagens pelas estações,
Onde destinos são contemplados.

As mentiras somem sem deixar vestígios.
As palavras surgem como um truque espontâneo.
A melodia já pode ser entendida,
Depois da ausência da ilusão.

São assim as estações:
Procuram deixar marcas
Pra com as lembranças ficar,
Tiram profundas emoções
E faz morada em um olhar.

Estações que vão,
Estações que vêm.
E nessa inércia no tempo,
O coração prova
O sabor de cada período da vida.
       

 

Na utopia de minha vida
Encontram-se desejos de um amor.
Nas digitais de meu corpo
Encontram-se as linhas de meu destino.
No silêncio insatisfeito dos meus pensamentos
Encontram-se os gritos do meu coração.
No brilho dos meus olhos
Encontra-se o reflexo da dor.
Nos desertos dos meus segredos
Encontra-se a areia da solidão,
Cobrindo sem pena
Toda a luz de uma escuridão.

Nas páginas de minh’alma
Encontram-se os rabiscos da decepção,
A amargura de toda confiança.
Muitas palavras a realidade apagou,
Muitas páginas o destino arrancou.
E no final da minha biografia
Ainda está um soberbo vazio,
Que as mãos da esperança
Faz seus rascunhos,
Para enfim dar um final
Ao perfeito livro da Minh’alma.
       

 

Na audácia da Liberdade
O Tempo se torna mandrião
Os olhos presenciam a negligência da vida,
Muitas mãos tentam pacificar o universo
Mas tudo é em vão...
Pois os humanos são simplórios,
Os homens são padecentes
E as mulheres vivem a padrear
Seres crédulos para o destino deste mundo.

Em cada novo dia
Novas almas se encontram no precipício
Mesmo que o céu patente seja,
Deixando o Grande Deus infortunado
Por oferecer tantas maravilhas infrutuosas
As quais não são apreciáveis.

Nas ruas está a perdição
Nos olhares a cruel maneira de ver a vida.
Por mais preces que uma mortal faça,
Será silêncio a realização...

Na doutrina deste universo,
Está o passo para o final catastrófico,
Mas restam a minoria prudentes,
Ao menos não serão todos os reservados
A escuridão contínua.
       

 

Mar que naufraga a ânsia,
O temor que abala
A cobardia que surge
nos ardentes toques dos açoites...

Mar Negro
Que transborda de gritos,
Que junto das ondas carregam as esperanças,
De pesadelos se separar....

As mulheres que de seus filhos são distantes,
Dormem sem paz,
E de pranto amanhece o dia
Com os seios molhados,
E os filhos famintos,
Com olhos tristes, desconsolados...

Mar Negro
Que movimenta o transporte da desgraça
Desconsola os olhos esperançosos dos sofredores
E desvenda a outra face
do pendão de uma terra injusta,
Onde a cor de uma pele,
Deixa extinta a paz
No mundo dos homens.
       

 

Yo
Primera persona
En la conjugación
Del verbo
Ser.

No me identifico
Con esta realidad
Siglo veinte
Para perecer.

Todo signo terrenal
Sale por la tangente
De la contradicción
Yo.

Aquí sentada
Cual rica milenaria
Gastando el tiempo
Como centurión.

Media vida
En la contabilidad de hoy
Doy y no doy
Quiero y no quiero
Ningún te quiero
En la ecuación pasada.

¡Cuán tarde para comenzar!
Ilusa viajera de morfeo
Prendida al ancla
Y sin barquear
Con velas color del tiempo
Y caballitos de mar.

Yo
Primera persona
En la conjugación
Del verbo
Ser .
       

 

Tus ojos me llaman
Entran en mi cuerpo
Invaden mis dolores
Matan la nostalgia
Y desaparecen en el tiempo.

Tu voz sofocada
Por un supuesto abandono
Llega carente
Pidiendo perdón
Por el tiempo ausente.

Tu corazón se abre
Entregándole a las palabras
Nostalgia disfrazada
Pidiendo calor
Y desapareciendo nuevamente
       

 

A flor com que a menina sonha
está no sonho?
ou na fronha?

Sonho
risonho:

O vento sozinho
no seu carrinho.

De que tamanho
seria o rebanho?

A vizinha
apanha
a sombrinha
de teia de aranha...

Na lua há um ninho
de passarinho.

A lua com que a menina sonha
é o linho do sonho
ou a lua da fronha?
       

 

Ah! Dos elos sombrios da terra fugi e dancei sobre as asas do prateado riso. Subi ao sol azul delirante, e fiz cem coisas sem juiso, que ignoras. Persegui o vento, subi, balancei, girei. A picos uivantes fui com leveza e aço. Bem alto,onde a águia nunca esteve presente. Lancei minha vida por salões de ar sem chão. E,seguindo mente calada, na santidade inviolada do espaço, Senti a presença de… Deus.        

 

Ah !...
Triste pensar, acreditar ...
Como pode humano, semoto...
Se dizer sem-par !
Pensando a vagar !...
Amor inócuo...
Ter à pagar !
Interesse ?
Ou dissimulação ?
Que verdade ?
Pena !
Premeditada auforria ...
Induzida por insinuações ?
Por que não ?
Ato covarde, uso capião !
Hipocrisia !
As malidicências...
Consciente orgias !
Amor ?
Amor ambíguo !...

O mundo gira...
A vida passa...
Redonda ...
Girando em si !
Órbita da sabedoria !...
Eterno celestial ...
Meu bem, meu mal !
Lágrimas... Idolatria ?
Hipocrisia ! ...
Ilusão !...
Ah ! Ilusão ...
Ilusão de sonhar ... de crêr !
Apostar, sofrer, definhar...
O enfadonho verbo amar !
Ah ! O amor !...
Faca sutíl !
Bisturí da vida...
Cirugica enfática !
Legado cruel ...
Vivida ! Temática ...
Olho em seus olhos...
Sevo ! Apático, Covarde ?
Sintomático, prático...
De um abandono ...frio...
Decepção !...
Confiança ...
Desconfiança,inconfiável...
Argúcia do contemplar !
Confiança !
Insanidade te dar...
Loucura te amar !
Confiança...
       


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